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  • Copacabana Palace - um hotel e sua história (Ricardo Boechat)

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domingo, 11 de julho de 2010

Hotéis em aeroportos! Uma boa opção para conexões ingratas!


O post de hoje é sobre os hotéis localizados em aeroportos. Para aqueles que como eu, viajam semanalmente e sabem quanto aeroportos podem ser cansativos, estes hotéis são pequenos oásis de descanso e relaxamento. Pequenos mesmo! Normalmente, seus apartamentos parecem cabines de trem com tamanho máximo de 10 m2.

A rede Yotel possui opções de hospedagem em Londres (Gatwick e Heathrow) e Amsterdam. A idéia é oferecer as mesmas facilidades que um hotel convencional em um espaço reduzido: cama confortável, banheiro limpo com um bom chuveiro, internet, TV e demais facilidades. O check in é simplificado para facilitar a vida dos viajantes e sua reserva é feita e paga por uma determinada quantidade de horas. Excelente para as conexões, principalmente internacionais.

Aqui no Brasil, temos a Fast Sleep, administrado pela rede de hotéis Slaviero nos aeroportos de Guarulhos e Curitiba. Tive a oportunidade de hospedar-me no hotel de Guarulhos graças a um horário de conexão ingrato em uma viajem para Cuba.

O check in e check out são tradicionais, aspecto que poderia ser melhorado. O apartamento-cabine é minúsculo (beliche), mas a internet funciona bem e as opções de canal são variadas. Na ocasião, não havia apartamento com banheiro disponível, mas os banheiros coletivos são surpreendentemente bons. Com a mesma chave magnética do seu apartamento você abre as cabines-banheiro individuais com amenities, espaço suficiente para se trocar, excelente chuveiro e toalhas limpíssimas. No caso de Guarulhos, ainda há o Traveler Spa by L’Occitane.

Enfim, não há nada de mais e nem de menos nestas opções, mas elas são uma delícia quando sua conexão não ajuda! Espero que mais aeroportos possam contar com esta opção no futuro.

domingo, 4 de julho de 2010

A falta de personalidade da hotelaria brasileira!


Estive recentemente em Buenos Aires e sempre que visito a cidade, fico impressionada com a quantidade de hotéis boutique existentes. São várias possibilidades localizadas nos charmosos bairros da Recoleta, Palermo (Soho e Hollywood), San Telmo, entre outros. Além disso, vemos hotéis emblemáticos como o Alvear e o Faena e os de arquitetura mais nova e arrojada como o Hilton em Puerto Madero e o futuro Indigo no empreendimento Zen City. E isto porque estou apenas mencionando nosso vizinho. O que dizer de NYC, Paris e de outras capitais europeias?

Isso leva a uma reflexão. Por que a hotelaria brasileira é tão sem personalidade? O objetivo deste post não é fornecer respostas, mas iniciar uma discussão necessária para melhorarmos o nível dos nossos hotéis e sua atratividade.

A grande maioria dos hotéis no Brasil encaixa-se no mesmo padrão. Apartamentos executivos, com lobbies impessoais, restaurantes vazios e arquitetura indiferente. Onde estão os nossos hotéis boutique? E aqueles com arquitetura e design arrojado? Onde estão os emblemas da hotelaria nacional?

Depois de muito pensar, encontro poucas respostas. Temos o Copacabana Palace, o Fasano, alguns hotéis mais descolados em São Paulo como o Emiliano e o Unique, alguns boutiques pequenos espalhados pelo país e nada mais. Nosso arquiteto mais arrojado é o Ruy Ohtake, responsável pelo Unique, Renaissance e o Royal Tulip de Brasília (ex-Blue Tree). Este último por sinal, absolutamente espetacular! Teto inspirado no zeppelin com balcões que simulam nuvens (na foto), cores marcantes e várias formas!

Imagino que esta falta de graça esteja relacionada ao perfil dos investidores hoteleiros no Brasil, a presença ainda tímida de grande redes internacionais que alimentam a criatividade deste mercado, ao nosso modelo mental e a pouca importância dada para a atividade turística no país... De qualquer forma, tudo isso precisa passar por uma transformação. Não podemos ser um destino turístico poderoso e relevante se a nossa hotelaria não corresponde (ou seria ao contrário?). Deixo aqui o início desta discussão! Comentários são muito bem-vindos para enriquecer este debate!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sociedade dos Sonhos 2 - InterContinental Life

Dando continuidade ao assunto da Sociedade dos Sonhos, gostaria de relembrá-los da “nova” necessidade dos consumidores de viver experiências. O desejo é participar ao máximo de cada momento, criando histórias e instantes que serão guardados na memória por muito tempo.

Conectada a esta tendência (ou não), a marca Intercontinental fez um excelente trabalho publicitário. Na página do grupo, eles definem esta marca da seguinte forma: “os hotéis e resorts InterContinental procuram oferecer aos seus hóspedes uma experiência inesquecível e única, que enriqueça as suas vidas e amplie as suas perspectivas. Os hotéis InterContinental oferecem serviços e comodidades concebidos especialmente para os viajantes internacionais a negócios, mas ao mesmo tempo mantêm um equilíbrio delicado de expectativas de luxo com uma autêntica experiência local, o que valoriza também a estadia de lazer”.

É exatamente disso que se trata a tal Sociedade dos Sonhos: experiências inesquecíveis e únicas, enriquecimento pessoal, novo conceito de luxo e autêntica experiência local.

A publicidade da InterContinental busca transmitir este conceito para seus clientes reais e potenciais! Em duas propagandas disponíveis no Youtube (ver Links de Interesse), uma do hotel em Pequim e a outro do hotel em Sidney demonstram o que entendem por viver a experiência e geram vontade no espectador. Pouco aparece dos hotéis. O foco é naquilo que é possível viver frequentando um deles. E certamente, funciona! Do you live an InterContinental life?

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Hoteleira de profissão e por paixão, especialista em gestão estratégica e gestão do conhecimento. Proprietária da Mapie Especialistas Estratégicos em Serviços, sócia da Hamburgueria do Vicente e professora da Universidade Positivo. Atuo em hotelaria há mais de 10 anos com muito prazer!