Livros e demais elementos para compor o universo

  • Copacabana Palace - um hotel e sua história (Ricardo Boechat)

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sábado, 27 de novembro de 2010

Transeuntes no Universo Hotel


O post de hoje é um convite e também um desafio! Começo falando de fotos, filosofo de carona e finalizo com o Universo Hotel.

Hoje à tarde, fui a uma exposição fotográfica fantástica chamada Transeuntes e fiquei inspirada! Tal exposição é da talentosa fotógrafa Alessandra Haro (minha cunhada e de quem tenho muito orgulho) e acontece até dia 11 de Dezembro no Museu Guido Viaro em Curitiba.

A idéia desta excepcional série fotográfica é tratar do espaço urbano e de como o comportamento humano e o individualismo são influenciados por ele. A Ale tirou fotos de pessoas normais (gente como a gente) em situações cotidianas. Depois, miniaturizou estas pessoas e “devolveu-as” para este mesmo espaço. O resultado é incrível. Falo da beleza das fotos, mas principalmente das implicações filosóficas do trabalho.

A encantadora vida na cidade grande unida à pressa do mundo atual faz com que sejamos seres pequeninos neste contexto. Estamos ali de passagem! Somos miniaturas de nossos sonhos e desejos, enfim, da nossa própria vida! Como isto muda o nosso comportamento?

No primeiro post deste blog, quando expliquei seu propósito, comentei que um hotel é um mini-universo. Um local onde vidas, histórias, vontades e necessidades se cruzam neste espaço específico por um determinado período de tempo. Como este espaço “neutro” influencia o comportamento humano? Como as pessoas se comportam quando estão vivendo neste mundo - alheio ao seu habitual? Os hoteleiros saberão que em um hotel tudo pode acontecer, e efetivamente acontece!

E se registrássemos detalhes destes momentos aqui no blog? Se de forma discreta e respeitosa pudéssemos registrar imagens de situações ocorridas no nosso universo hoteleiro? Pedaços das vidas que por ali passam! Está lançado o desafio. Farei algumas fotos nas minhas próximas hospedagens e conto com a participação de todos que compartilharem desta paixão!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Bryant Park Hotel - que charme!!


Estive recentemente em Nova Iorque e sempre volto de lá mais apaixonada! Esta cidade para mim é a Top 2 da minha lista de cidades favoritas no mundo, perdendo apenas para Londres, mas esta é uma outra história. Realmente, a Big Apple tem tudo que é bom (no meu conceito, lógico)! Individualidade e coletividade, exclusividade, privacidade, liberdade, exuberância de imagens, cheiros, cores e sabores. É a terra de grandes baladas, das lojas mais espetaculares, dos excelentes restaurantes e claro: dos hotéis absolutamente fantásticos.

Desta vez, tive a oportunidade de visitar o The Bryant Park Hotel e é de cair o queixo. A começar pela localização mais extraordinária de Manhattan. Em frente ao charmosíssimo Bryant Park (um dos meus locais favoritos) ao lado da NYC Library ... sem contar que apenas alguns passos te afastam da elegante Quinta Avenida.

Por definição, hotéis boutique têm seu enfoque nos chamados 4 Ms: models (modelos), music (música), movies (filmes) e money (dinheiro). O The Bryant Park Hotel é boutique na essência. Foi eleito um dos 10 melhores hotéis da cidade pelo Trip Advisor (e sabemos que hoje, o que conta é mesmo a opinião dos clientes - principalmente, daqueles presentes nas mídias sociais). Mas não é só: foi escolhido também como o hotel mais romântico de NY pelo City Search e pela Elle Magazine, além de ser considerado o hotel mais fashion pela London Times Travel.

O prédio com a fachada negra e dourada já impressiona na chegada. O lobby é fashion, como esperado. Confesso que os apartamentos ficaram abaixo da minha expectativa, considerando o conjunto do hotel. São confortáveis, oferecem vários mimos e facilidades, mas não são tão descolados quanto eu imaginava. O espaço gastronômico é bem decorado e com ar moderno. Infelizmente, não tive a chande de provar da gastronomia do local. Agora, o que eu achei mais bacana é que eles chamam o serviço de concierge do hotel de Entertainment Planner e garantem aos seus hóspedes o acesso facilitado aos locais mais badalados e aos eventos mais concorridos. A cara de Nova Iorque!

domingo, 31 de outubro de 2010

Implantação hoteleira!

É bastante comum na hotelaria nacional (e também fora dela), que empresários do ramo da construção civil tornem-se hoteleiros. Isto ocorre por diversos fatores que vão desde a perspectiva/expectativa de rentabilidade mensal “assegurada”até o suposto glamour existente no setor. Mas, acredito também que isto ocorra pela facilidade em levantar o ativo e pela crença de que o negócio hoteleiro assemelha-se à construção ou que seja fácil. É aí que mora o perigo e onde se deve ter cuidado (e alguns, felizmente, tem)!

O negócio hoteleiro começa quando a obra está acabada! E tal negócio envolve um sem número de atividades que vão desde a escolha dos móveis, equipamentos e utensílios até o treinamento do pessoal para a operação. Eu, particularmente, adoro implantações. Acho fantástico ver um hotel nascer. Acompanhar a sua transformação de um prédio sujo com resto de obras em um espaço agradável, confortável e conveniente, pronto para atender aos mais diversos desejos e necessidades das pessoas que por ali passam.

Um bom começo deste processo é a definição de móveis, utensílios e equipamentos (que na linguagem interna da área assume pomposas siglas em inglês - FF&E e HEOS). Tais itens formam uma lista enorme e devem estar conectados com o conceito proposto, além de refletir a personalidade do hotel. Detalhes são importantes, fazem a diferença e mais: podem gerar aumento da diária média desde que percebidos como valor agregado pelo público alvo.

Depois, há a criação dos padrões, processos e procedimentos, que também conectados ao conceito, darão a cara do serviço e regerão as infinitas atividades operacionais necessárias para garantir (pelo menos) a cama confortável, o banheiro limpo e um café da manhã delicioso. Do ponto de vista do hóspede, é tudo relativamente simples. Mas, para fazer isso acontecer, há um exército organizado em uma engrenagem cheia de complexidade.

E o que dizer de cada uma das tarefas de implantação e pré-operação? Recrutar e selecionar o time completo e capacitar cada uma das pessoas em suas funções específicas. Também tem o limpar, montar, organizar, testar, provar, cobrar, acompanhar, garantir, vender, inserir, trocar, preparar, abrir... São tantas atividades que, se mal coordenadas, geram re-trabalho e esforço em vão, além de atrasos nas vendas - e como consequência, atraso na geração de receitas, lucro e assim por diante.

Como resultado deste esforço temos a transformação de um ativo inanimado em um pequeno universo! De prédio a hotel! De tijolos a serviços, comida boa e sorrisos! Definitivamente, nada fácil, mas muito legal!

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Hoteleira de profissão e por paixão, especialista em gestão estratégica e gestão do conhecimento. Proprietária da Mapie Especialistas Estratégicos em Serviços, sócia da Hamburgueria do Vicente e professora da Universidade Positivo. Atuo em hotelaria há mais de 10 anos com muito prazer!